Rodrigo Amorim, pré-candidato do PSL, promete em live Polícia Municipal armada

Deputado critica Crivella: "Ele é um desprefeito. O pior que já tivemos"

Por O Dia

O deputado Rodrigo Amorim (PSL), pré-candidato a prefeito do Rio, afirmou, em live exclusiva do jornal O DIA, que transformará a Guarda Municipal em Polícia Municipal armada. Segundo Amorim, com a integração das outras esferas da polícia (estadual e federal), será possível devolver a tranquilidade de ir e vir à população. Ele também apresentou o compromisso de zerar os índices de crimes em zonas turísticas com a Polícia Municipal.
"É nossa obrigação retomar uma cidade de paz".
Amorim criticou o prefeito Marcelo Crivella: "Ele é um desprefeito. O pior que já tivemos. Nos meus 41 anos, nunca vi a cidade tão abandonada, escura, mal iluminada, esburacada, com tanta população de rua, que é um problema social. São quatro anos de trevas". E acrescentou: "Uma degradação, um desrespeito".
"É preciso mudar no amor ou na dor, fazer o Rio sorrir novamente. O primeiro desafio é demitir o atual prefeito nas eleições", disse, acrescentando que o segundo é evitar que a esquerda vença.
Questionado sobre o episódio em que quebrou a placa com o nome da vereadora Marielle Franco, na campanha eleitoral de 2018, Rodrigo disse que foi um gesto de reposição da ordem pública porque ela não poderia ter sido colocada no lugar da placa da Praça Floriano, na Cinelândia.
"Era uma placa ilegítima. O que não pode é a esquerda achar que tem o monopólio da virtude. Eles transgrediram [ao colocar a placa]. [Minha atitude] não foi uma afronta a Marielle ao motorista Anderson. Sou solidário às duas famílias e cobro a punição de assassinos e mandantes".
Ele refutou que a quebra da placa tenha sido um ato de racismo: "Sou contra qualquer tipo de preconceito. O que os grupelhos de esquerda tentam é dividir o país. O Brasil sempre foi aberto à diversidade. Meu gesto [ao retirar e quebrar a placa] foi de restauração da ordem."
Entre as prioridades de seu governo, se eleito, Rodrigo listou:
1) na educação, aumentar o número de creches (hoje há um défict de 35 mil vagas), melhorar o ensino fundamental, voltado para o mercado de trabalho (ele afirmou que não é possível um aluno sair da escola sem saber fazer as operações matemáticas básicas), e a redução da evasão escolar, porque ela leva jovens aos crime;
2) no trânsito, irrigar a rede de ligação ao BRT e não dar incentivos fiscais às empresas de ônibus;
3) coibir a favelização, ocupando os territórios como bairros ("o crescimento das favelas foi avassalador neste governo");
4) na saúde, foco no atendimento primário, nas clínicas de famílias, e nas grandes emergências, buscando integrar a rede de hospitais municipais, estaduais e federais, com a criação de um Programa Global de Saúde 24 horas;
e 5) o fomento ao empreendorismo, como forma de alavancar o turismo, vocação da cidade do Rio.
Mas como, em um cenário de recessão como se apresenta o ano de 2021, recuperar a saúde financeira da cidade e investir? Rodrigo afirmou e prometeu que não será aumentando impostos como o IPTU.
"Meu compromisso é rever o IPTU [aumentando na gestão da Crivella]. Sou a favor da diminuição da carga tributária, da austeridade na fiscalização, do sistema de compliance para evitar corrupção. Não precisamos mexer nos impostos para aumentar a arrecadação, e sim de gestão e transparência".
"Desde 2016, já enfrentamos um caixa quebrado. Nossa geração nunca viu isso [o impacto da pandemia do covid-19 sobre a saúde e a economia]. O Rio tem capacidade de se recuperar. Basta simplificar, desburocratizar, empreender, proporcionar novos ambientes de negócios".
Mais de uma vez durante a live Rodrigo se apresentou como conservador, repetindo a palavra. Sobre a eleição de Jair Bolsonaro, comentou:
"Trabalhei para o Brasil dar essa guinada histórica. O conservadorismo venceu as eleições. Sou fiel às pautas que me elegeram".
Questionado por que votou pela abertura de processo de impeachment contra o governador Wilson Witzel, de quem esteve do lado na eleição passada, o pré-candidato afirmou:
"Levo meu mandato com independência. Meus filhos são amigos dos filhos de Witzel. Tenho coerência com minhas pautas e meu eleitorado. Diante dos casos de corrupção na Saúde, votei pela abertura e pela CPI da Covid-19, com foco na OS Iabas. Sou independente. Respeito o meu ideário conservador".    

Comentários